{"id":3210,"date":"2018-04-02T22:26:34","date_gmt":"2018-04-02T22:26:34","guid":{"rendered":"https:\/\/artmagazine.pt\/?p=3210"},"modified":"2018-12-19T10:46:19","modified_gmt":"2018-12-19T10:46:19","slug":"visita-ao-instituto-i3s","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/2018\/04\/02\/visita-ao-instituto-i3s\/","title":{"rendered":"Visita ao instituto I3S"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">No passado dia 28 de mar\u00e7o um grupo de 12 jovens em tratamento na comunidade terap\u00eautica ART Quinta do Sol, em Magrelos, jovens esses com um passado de consumo de drogas e comportamentos de risco, tiveram a honra de assistir a uma aula te\u00f3rica no Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade (I3S) sobre as consequ\u00eancias e os malef\u00edcios do consumo de drogas ao n\u00edvel cerebral, sobre os riscos do consumo e sobre o funcionamento do c\u00e9rebro em si. Todos os jovens ficaram muito entusiasmados e curiosos.\u00a0Desta vez foi o jovem Guilherme que quis dar seu testemunho sobre esta visita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEu sou o Guilherme Br\u00e1s, vim de Lisboa, tenho de 18 anos e estou na ART a cumprir um processo terap\u00eautico de reabilita\u00e7\u00e3o e sou um dos jovens que tiveram o privil\u00e9gio de ir ao p\u00f3lo universit\u00e1rio do porto, nomeadamente ao I3S e assim participar numa visita muito interessante, cativante e educativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pode um jovem ex-toxicodependente com comportamentos de risco interessar-se pela forma como corresponde o c\u00e9rebro e o organismo humano ao consumo de subst\u00e2ncias psicoativas? Por mim falo, sim pode. Pode e deve. Isso \u00e9 t\u00e3o verdade que eu fiquei e estou realmente entusiasmado com tudo o que escutei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fiquei verdadeiramente estupefacto pela tamanha cultura e conhecimento de causa das pessoas que nos guiaram e que nos transmitiram. A forma como o \u00e1lcool e a droga atuam no nosso c\u00e9rebro, o que fazem aos nossos neur\u00f3nios e \u00e0 nossa sa\u00fade, de que forma \u00e9 que nos deixam viciados, como nos torna dependentes e de que forma funciona esse processo \u00e9 o que estudamos durante este dia. Consegui perceber o facto de serem tomadas certas medidas na ART e agora percebo que s\u00e3o essenciais para um processo terap\u00eautico de sucesso. Por exemplo, a proibi\u00e7\u00e3o do vocabul\u00e1rio, m\u00fasicas \u201cantiterap\u00eauticas\u201d faz sentido agora para mim, porque s\u00e3o coisas que algu\u00e9m que consumiu associa automaticamente ao consumo de droga. Algu\u00e9m que consumiu no passado ao ouvir certas palavras ou m\u00fasicas associa-as involuntariamente ao consumo de drogas, da\u00ed a import\u00e2ncia de serem proibidas numa comunidade terap\u00eautica. S\u00e3o as chamadas \u201cpistas ambientais\u201d que ativam a amigdala e que desta forma provocam pensamentos e uma certa vontade de consumir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estou muito agradecido \u00e0 ART, \u00e0s professoras e doutoras do I3S pela experi\u00eancia que nos proporcionaram e que me permitiram conhecer melhor o meu corpo, o meu organismo, o meu c\u00e9rebro e a gravidade que \u00e9 a vida que levei nos \u00faltimos anos. Percebi o qu\u00e3o prejudicial \u00e9 o consumo de \u00e1lcool e de drogas, principalmente nos adolescentes, por todos os motivos e mais alguns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais uma vez, estou imensamente grato por todo o conhecimento transmitido! OBRIGADO!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Texto pelo utente Guilherme Br\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado dia 28 de mar\u00e7o um grupo de 12 jovens em tratamento na comunidade terap\u00eautica ART Quinta do Sol, em Magrelos, jovens esses com um passado de consumo de drogas e comportamentos de risco, tiveram a honra de assistir a uma aula te\u00f3rica no Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade (I3S) sobre as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":3211,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":""},"categories":[99,1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i2.wp.com\/artmagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/i3s.jpg?fit=1160%2C774&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8Zpru-PM","jetpack-related-posts":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3210"}],"collection":[{"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3212,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3210\/revisions\/3212"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}