{"id":2857,"date":"2017-10-28T12:56:47","date_gmt":"2017-10-28T12:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/artmagazine.pt\/?p=2857"},"modified":"2018-12-19T10:47:56","modified_gmt":"2018-12-19T10:47:56","slug":"quem-sou-eu-e-o-que-faco-na-art","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/artmagazine.pt\/index.php\/2017\/10\/28\/quem-sou-eu-e-o-que-faco-na-art\/","title":{"rendered":"Quem sou eu e o que fa\u00e7o na ART"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0Os nossos jovens s\u00e3o criativos e muitos deles encontram na escrita uma forma aut\u00eantica de desabafo. Nos desafios que lhes lan\u00e7amos diariamente redescobrem-se, reinventam-se e come\u00e7am a descobrir o seu verdadeiro valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0Muitas vezes lan\u00e7amos desafios aos jovens e h\u00e1 um m\u00eas foi lan\u00e7ado o desafio dos jovens escreverem um texto onde responderiam a duas quest\u00f5es: &#8220;quem sou eu?&#8221; e &#8220;o que fa\u00e7o na ART?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0Deixamos aqui um texto da agora ex-utente Carolina Ramos, com 16 anos, que se tem revelado um grande exemplo para outros jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Quem sou eu?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0 S\u00f3 descobri h\u00e1 pouco tempo quem sou, mas mesmo assim ainda n\u00e3o descobri tudo. H\u00e1 momentos que v\u00eam ao de cima, atitudes que desconhecia, emo\u00e7\u00f5es que nunca tinha sentido tanto boas como m\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0 Sou uma mi\u00fada, \u00e0s vezes com alguns rasgos masculinos, mas sim, sou uma menina, sou imatura, influenci\u00e1vel, brincalhona, carente, amiga, \u00e0s vezes consigo desligar-me dos sentimentos e torno-me fria e interesseira como um cubo de gelo. Consigo ser duas pessoas ao mesmo tempo, consigo ser uma rapariga super confiante, determinada e com objetivos futuros ou imediatos, ajudo as pessoas, dou o melhor de mim ao pr\u00f3ximo sem pedir nada em troca, tenho o cora\u00e7\u00e3o na boca que me permite ser sincera e transparente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0 Como a vida n\u00e3o \u00e9 nenhum conto de fadas mas sim um conto de falhas, a vida ensinou-me a ter o outro lado, um ladro mais negro. Aprendi a manipular, a mentir, a seduzir para obter algo em troca, a roubar, agredir, a esconder as minhas fraquezas e a meter uma mascara de orgulhosa, arrogante e que n\u00e3o sofre com nada nem ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>O que fa\u00e7o na ART?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0 Muito sinceramente n\u00e3o tenho palavras para descrever tudo o que aprendi na ART. Uma das boas ferramentas que estou a adquirir \u00e9 a aprender a lidar comigo mesma. Cheguei \u00e0 ART com 500 perguntas diferentes, sem identidade, sem algum tipo de objetivo na vida, sem estrutura familiar, desconfiada, sem esperan\u00e7a e sem acreditar em qualquer tipo de tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Houve muitos confrontos pessoais, obst\u00e1culos, castigos, desilus\u00f5es, sorrisos, vit\u00f3rias, mas, mais importante, fizeram-me acreditar em mim e no meu futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje em dia mesmo tendo muita coisa a melhorar, j\u00e1 sei quem sou, descobri o meu pr\u00f3prio \u201ceu\u201d, mesmo que por vezes ande todo o dia a mostrar-me mais durona do que realmente sou. Quando chego \u00e0 minha almofada esvazio tudo para no dia seguinte estar recarregada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Penso que seja um pouco comum a todos v\u00f3s, \u00e9 preciso ter coragem para mostrar tudo o que temos e o que estamos a ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 n\u00e3o tenho tantos problemas de confian\u00e7a, ganhei autoestima, amor pr\u00f3prio e finalmente gosto de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Isto \u00e9 um pouco do que se faz na ART.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carolina Ramos, 16 anos, ex-utente da ART Magrelos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0Os nossos jovens s\u00e3o criativos e muitos deles encontram na escrita uma forma aut\u00eantica de desabafo. 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